quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Olhar Santista entrevista

Berenice Kauffmann Abud é nossa entrevistada

Iniciamos hoje o que espero ser uma série de bate-papos com fotógrafos da região, para falar de seus trabalhos , suas experiências e planos futuros sobre a fotografia. 
Me sinto honrado em iniciar essa trajetória com uma querida amiga, talentosa e de uma generosidade imensa e que quero agradecer publicamente por aceitar meu convite.
Berenice Kauffmann Abud, ou simplesmente Bere , como é carinhosamente chamada pelos amigos, é hoje uma referência para muitos fotógrafos da região, respeitada por seu olhar diferenciado, ela participa em diversos concursos pelo Brasil e também pelo mundo , e invariavelmente um trabalho seu é selecionado.
Sua família trabalhou muitos anos na parte comercial da fotografia aqui em Santos, com loja no Centro e depois no Gonzaga, seu pai Boris Kauffmann foi grande incentivador do fotoclubismo na região, tendo sido um dos fundadores em 1947 do Santos Foto Clube, e depois em 1969 do atual fotoclube da cidade , o Clube Foto Amigos de Santos. Bere não se interessou pelo lado comercial da fotografia, que para ela sempre foi vista mais como uma Arte.
Atualmente ela ministra um curso, onde já formou diversos fotógrafos , alguns inclusive trabalhando em eventos.

Olhar Santista: Bere, fale um pouco de seu início na fotografia e também da influência de seu pai nessa caminhada.
Berenice: Bem, eu sempre convivi com a fotografia. Adoro fotografar. Para mim, a fotografia é a mágica que documenta o tempo de cada um de nós.
Sinto que herdei de meu pai, Boris Kauffmann, esse prazeroso encanto de captar imagens através de lentes dos mais diversos equipamentos fotográficos. 
Afinal através dele conheci a história da fotografia. E a observação constante de seu trabalho foi o ponto de partida para a minha grande paixão pelo aprendizado das inúmeras técnicas dessa magnífica arte visual.
Olhar Santista: Em uma entrevista que você concedeu a um programa de TV você falou sobre um curso que fez com o Araquém Alcântara, fale um pouco de seu aprendizado.
Berenice: No início eu tinha a fotografia como hobby. Fotografava a família e amigos. 
Depois, em 1987, comprei a minha primeira câmera profissional, uma Canon T70. 
Como meu pai já havia falecido, resolvi então fazer cursos de fotografia para aprimorar o olhar e a técnica fotográfica. 
Desde então, nunca mais parei com a fotografia
De 1988 a 1990 fiz curso com Araquém Alcântara, participando de várias exposições fotográficas com ele. 
Em 1996 e 2002  fiz curso de iluminação de estúdio com o fotógrafo americano Dean Collins e com o fotógrafo José Alberto Sarquis, respectivamente. Em 2002, curso de montagem de portfólio com Rosely Nakagawa.
Olhar Santista: Bere seus trabalhos estão sempre presentes em diversos concursos nacionais e internacionais, vários foram premiados, conte um pouco disso aos nossos leitores que ainda não conhecem sobre eles.


Foto premiada no 2º Concurso da Fundação Cultural do Exercito Brasileiro/RJ em 2013

Berenice: Em 2004, recebi o título AFIAP(Federation Internacionale de l' Art Photographique) por ter meus trabalhos reconhecidos na Europa.
Em 2011, fui homenageada, pelos Soroptimistas, com o prêmio "Bertha Lutz" em comemoração ao Dia Internacional da Mulher. 
O prêmio tem por objetivo destacar mulheres nas várias áreas de atividade.
Em vista da aceitação do meu trabalho fotográfico, minhas fotos foram publicadas em livros, jornais, revistas, listas telefônicas, agendas culturais, sites de fotografia e poesias do Brasil, Argentina, Estados Unidos, Portugal, França, Canadá, Rússia, Itália, Croácia e Austrália.
Já realizei várias exposições individuais e coletivas no Brasil, Argentina, Portugal, Espanha, Itália, China, Estados Unidos, França e Rússia.
Recebi prêmios em vários concursos e salões de fotografia do Brasil, Portugal, Argentina, Austrália, China, França, Itália e Estados Unidos.
Olhar Santista: Em 2011 por ocasião dos 15 anos da Fundação Arquivo e Memória de Santos, na Casa da Frontaria Azulejada, eu tive o prazer de ver a exposição Santos 2 Olhares e postei aqui no blog, fale um pouco dessa experiência.



Berenice: Recebi o honroso convite da Fundação, para a Exposição, que teve o patrocínio da Petrobrás. A exposição 2 Olhares  com obras de meu pai em conjunto com meu mais recente trabalho , que concretizou um velho sonho meu de , ao lado de meu pai, mostrar os diferentes estilos e técnicas de arte fotográfica do passado e do presente, nas fotos que documentaram e que continuam documentando, as sucessivas paisagens e pessoas dessa nossa querida cidade de Santos.
Olhar Santista: Apesar de um grande número de fotógrafos, nossa região tem poucas exposições, em sua opinião faltam espaços, a produção é que não é intensa ou faltam empresas que patrocinem os projetos?
Berenice: Eu não acho que falte espaços para exposições fotográficas aqui em Santos. Espaços e produções, temos muitos. 
O que falta é patrocínio para os projetos. Não é fácil conseguir patrocinador. 
A exposição 2 olhares teve patrocínio da Petrobrás por ajuda de um amigo da família. 
A pedido dele a Petrobrás abraçou a ideia e patrocinou a exposição.
Olhar Santista: No passado Santos promoveu Salões internacionais e Bienais de Fotografia, você acredita que esses eventos voltarão um dia a serem feitos e quais os passos você acredita serem necessários para isso?
Berenice:  Não acredito que as Bienais voltem para Santos, eu participei de algumas, de repente sumiram e não se falou mais nada a respeito. Eu acho que os fotoclubes deveriam exigir do poder público a volta das Bienais.
Olhar Santista: Você ministra cursos de fotografia regularmente, gostaria que falasse um pouco sobre o curso e qual é o foco principal dele.
Berenice: Em 1996, a pedido de amigos, resolvi dar aulas de fotografia, o que faço até hoje aqui em casa mesmo. Também ministrei curso de fotografia básica e avançada no Sesc-Santos( de 1999 a 2001), na Galeria Casa das Fotos(2001), na Biografia Foto Studio(2008) e fotografia odontológica na ABO(Associação Brasileira de Odontologia)(2010).
Atualmente dou aula de fevereiro a novembro, para grupos com o mesmo estilo de câmeras, não misturo câmeras SLR com Cybershot. 
Assim, a aula fica mais interessante para o aluno, com seu tipo de câmera. As turmas são pequenas, não mais de cinco alunos por turma. 
Dou aulas de segunda a quinta somente no período noturno. O curso é apostilado e procuro passar toda a técnica fotográfica, inclusive, manuseio da câmera (passo a passo). 
Não adianta ensinar a fotografar se o aluno não tem domínio no manuseio da câmera.
Muitos dos meus alunos hoje fotografam eventos sociais e também fotografam para jornais, o que é um orgulho para mim. Outros fazem o curso por hobby.


Foto de aula prática com uma de suas turmas em 2011 na Ilha Diana
Olhar Santista: O que você diria para um iniciante em fotografia, qual seria sua dica?
Berenice: Eu sempre digo aos meus alunos o que meu professor Araquém Alcântara costumava dizer para mim, "Para conseguir boas fotos de qualquer assunto é preciso, antes de tudo, sentimento e percepção
A sensibilidade e a inspiração têm que se sobrepor à técnica para que o resultado seduza e permaneça na memória do observador. 
Na fotografia, a técnica e as ferramentas de trabalho obviamente são importantes, mas elas têm de estar a serviço da sensibilidade e da criatividade. 
A técnica se aprende lendo, estudando, praticando, fazendo cursos, mas o mais difícil é descondicionar e amadurecer o olhar, dominar a luz"
Para isso, é necessário ver bastante fotografia. Só assim se consegue aprimorar o olhar fotográfico. 
Eu costumo dizer aos meus alunos, não tenham medo em dar cortes radicais ao compor a foto. 
Saiam do tradicional(cartão-postal) e sejam criativos. Vão em busca de um olhar diferenciado. 
Nas aulas práticas eu tento passar esse olhar para meus alunos.
Olhar Santista: para finalizar Bere fale um pouco de seus planos futuros.
Berenice: Voltar a fazer exposições com meus alunos e workshop de fotografia.
Mais uma vez agradeço a generosidade da Berenice, espero que todos tenham gostado, se quiserem conhecer mais do seu trabalho , além do link da AFIAP que coloquei acima deixo aqui também o seu endereço do Flickr.
Até o mês que vem com nosso próximo convidado. Deixe seu comentário e sugestão.



terça-feira, 24 de setembro de 2013

Paraty em Foco

9º Festival Internacional de Fotografia Paraty em Foco

Cheguei em Paraty praticamente no final do dia 18, única coisa a fazer era ir para a pousada, descansar e aproveitar o que viria nesses próximos dias. 
O Festival esse ano aconteceu entre os dias 18 e 22 de setembro, vou falar em alguns posts um pouco das minhas impressões sobre esse evento.
Giancarlo Mecarelli, em uma viagem profissional ao Brasil em 2004, conhece e se encanta por Paraty, resolve deixar a Itália e se estabelecer no Centro Histórico de Paraty onde monta a Galeria Zoom, e cria já no ano seguinte o Paraty em Foco.
O Festival acontece desde 2005,  ano após ano ele vem se renovando e se consolidando num dos eventos de maior importância da fotografia em nosso país. 
Começou modesto e foi tomando forma, desde 2010 ele tem sido temático,  esse ano o tema foi "Extremos".
Durante o Festival a cidade respira fotografia, sua população se envolve de diversas maneiras com o evento. 
Uma das coisas que mais me encanta, é ver pelas ruas do Centro Histórico de Paraty, fotógrafos carregando tranquilamente seus equipamentos, alguns extremamente valiosos, sem nenhuma preocupação com segurança, seja durante o dia ou mesmo na madrugada. 
Somos todos uma só tribo, amantes da fotografia, sejamos amadores, profissionais ou até mestres da fotografia. 
Locais , brasileiros de todos os recantos de nosso país e estrangeiros de todas as partes do mundo se confraternizam.  Durante esses dias têm a oportunidade de participar de: Palestras, Workshops, Exposições, Leituras de Portfólio, etc.
O Festival mantém durante todo ano um vasto material no Blog Oficial, o Blogpef nele é possível ver tudo que já aconteceu e todas as notícias do Festival. 
Por isso não vou ficar tentando falar sobre os detalhes, eles podem lhe informar sobre tudo isso, minha intenção aqui é apenas relatar minhas impressões e meu olhar sobre as coisas do Festival, até porque não vi tudo que era possível ver por lá.
Paraty exerce sobre mim um certo fascínio, como já falei em postagens anteriores como Reencontrando Paraty, foi lá que pela primeira vez fotografei e percebi meu amor pela arte fotográfica. 
Me hospedei novamente na mesma pousada bem no meio do Centro Histórico, na Rua Geralda, assim acordo e já estou no meio de tudo que acontece durante o Festival.




Um dos pontos de concentração durante o Festival é a Praça da Matriz, esse ano ao seu lado foi montada a Torre de Babel, como ficou conhecida a instalação que mostra trabalhos de fotógrafos do mundo todo, que foram escolhidos pelos curadores do Festival


Do outro lado da Matriz a Tenda onde é possível acompanhar as várias palestras e entrevistas gratuitamente, esse ano no lado externo o trabalho da mexicana Lourdes Grobet , que aparece de costas na foto ao lado, onde uma equipe prepara-se para entrevista-la



Lucha Libre Retratos de Família de Lourdes Grobet


Costumo assistir as palestras na Casa da Cultura, talvez por estar próxima a pousada que fico, na foto abaixo é possível ver algumas das exposições externas

Uma das entrevistas que assisti foi a dos espanhóis Pep Bonet e José Bautista feita pelo fotógrafo Juan Esteves, após a entrevista fui até a Galeria Zoom ver a exposição Bangladesh de Pep Bonet, uma belíssima exposição por sinal.






Além dos eventos programados pelo Festival, Paraty vive a Arte durante todo ano, passear pelas ruas do Centro Histórico é sempre muito enriquecedor, um treino constante do olhar.









Sem perder um detalhe da arquitetura, do artesanato, das fachadas quase sempre coloridas e floridas.

















Amanhã postarei um pouco mais sobre o Paraty em Foco, espero seus comentários e opiniões, até mais.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Exposição Gênesis no Sesc Belenzinho

Sebastião Salgado apresenta sua Exposição Gênesis 

Uma viagem ao mundo intocado, através das imagens de Sebastião Salgado

Eu pretendia ir a Exposição Gênesis nos próximos dias, mas na quarta-feira (dia 18) precisei ficar em São Paulo por algumas horas aguardando transporte para Paraty, e resolvi antecipar minha visita.
Logo ao chegar na entrada do Sesc Belenzinho, somos recebidos por painéis enormes com imagens de tirar o fôlego.


  





Entrando no Sesc, a exposição que é dividida em cinco blocos está distribuída em dois ambientes o primeiro com: África, Santuários e Sul do Planeta 







Um enorme painel foi colocado a frente do piso de vidro que cobre a piscina , resultando num efeito incrível.




Os dois outros blocos Terras do Norte e Amazônia  e Pantanal completam a exposição.



Cada bloco representa um capitulo do livro, que também foi produzido em dois modelos. 
Na exposição é possível ver uma edição para colecionadores que está a venda por cerca de 4 mil dólares, há ainda uma edição de luxo que custa cerca de 12 mil dólares.



 Mas se você quer comprar o livro e não dispõe desses valores, é possível comprar na livraria do Sesc Belenzinho a edição mais popular e por um preço promocional de R$ 150,00, nele você poderá ver todas as 245 fotos que fazem parte da exposição, e ter sempre o prazer de rever esse maravilhoso trabalho eu já garanti o meu.
Vale relembrar que a exposição fica em cartaz até o dia 02 de dezembro, não perca essa oportunidade.








terça-feira, 17 de setembro de 2013

Sebastião Salgado no Roda Viva

Entrevista com Sebastião Salgado no Roda Viva

"Para ser fotógrafo você precisa ser fotógrafo, você não precisa de uma boa câmera para ser fotógrafo. Você precisa amar a fotografia, precisa amar o que faz e viver densamente para ela" - Sebastião Salgado


Pode parecer um excesso de exposição, ou quem sabe é uma grande carência. Um dos fotógrafos de maior prestígio no mundo Sebastião Salgado, estando no Brasil com sua Exposição Gênesis, é uma oportunidade única para que o brasileiro não fotógrafo conheça esse fantástico brasileiro, que vive na França, e cuja maior parte de material é produzido no exterior.
Para mim, que sou fotógrafo e sou seu fã, é maravilhoso poder ver e ouvir depoimentos e entrevistas e enriquecer meu conhecimento sobre ele.
Aqui no Olhar Santista já fiz várias postagens que você pode conferir clicando no marcador com seu nome.
Ontem, no programa Roda Viva da TV Cultura foi mais uma dessas oportunidades que compartilho aqui com vocês.
Estarei de amanhã até domingo no Paraty em Foco, até meu retorno não farei nenhuma postagem aqui, espero que ao retornar possa trazer um material interessante à todos, até a volta.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Treinando o Olhar

Treinando o Olhar Fotográfico  

Quando conhecemos o universo da fotografia, é natural um  encantamento surgir,  algo toma posse de nós, saímos câmera em punho e como se fossemos um pistoleiro atiramos em tudo que enxergamos. 
Com o passar do tempo, passamos a ter nossas preferências em termos de fotografia, alguns preferem se dedicar a macro fotografia,  a fotografia de moda, retratos, fotografia de natureza, enfim cada um segue um caminho ou mais de um.
 Em minha opinião isso ocorre porque a fotografia como qualquer outra arte, carrega a história da pessoa que a produz, ou seja, quando apertamos o disparador todos os filmes, os quadros, os livros, toda a nossa história de vida influenciarão o resultado final. 
É simples você provar isso, ou pelo menos ver como isso de fato ocorre, basta você pegar um grupo de dez fotógrafos e ir para um mesmo local com um tema sendo fotografado e você terá dez visões diferentes do mesmo tema.
Outra coisa comum aos iniciantes em fotografia é a família o eleger fotógrafo oficial, mas não se engane eles vão querer um trabalho profissional pelo preço de irmão, uma vantagem levamos nesses casos, normalmente conhecemos todos os fotografados e isso nos dará uma vantagem ao registrar um evento, pois sabemos o que é realmente relevante em cada ocasião.
Muitos iniciantes fazem um curso de fotografia e logo se aventuram ao ramo das fotografias de eventos, alguns até conseguem êxito, mas a grande maioria que hoje procuram fazer um curso e se dedicar a fotografia o faz por amor à arte fotográfica, pelo prazer de ver materializada e eternizada uma imagem.
Não sei qual é o seu caso, mas vou falar um pouco de como me envolvi com a fotografia e quem sabe isso possa ajuda-lo a trilhar o seu caminho com maior facilidade.
Quando eu era adolescente, lá pelos 16 anos, fui com meu primo Benê, que é artista plástico, fotografar Paraty/RJ, ele usava depois as fotografias, na época em cromos, para pintar seus quadros em óleo sobre tela. 
Chegando lá meu primo pegou uma das suas câmeras, no caso uma Pentax e me deu algumas noções básicas e eu parti todo feliz para clicar pela primeira vez. 
Quando vi o resultado da foto que fiz na tela pintada pelo meu primo, fiquei maravilhado, senti naquele momento que um dia eu poderia fotografar de verdade.
Mas foram precisos mais de 30 anos para que eu voltasse a olhar para a fotografia de maneira mais intensa, ela transformou minha vida de maneira definitiva.
Passei a postar em sites como o Flickr e participar de grupos para comparar os olhares e participava dos concursos internos que aparecia por lá. 
Isso para mim foi importante, porque a gente sempre acha ou que nossa foto é a melhor ou que é a pior, mas na verdade nem uma coisa nem outra estão certas.
Foi através de um contato do Flickr, que tomei conhecimento do CFAS (Clube Foto Amigos de Santos), procurei o foto-clube para fazer um curso e depois entrei como sócio, queria participar de concursos e Bienais e para isso é necessário ser afiliado a um foto-clube.
Participei de diversos concursos internos e externos, isso foi importante para criar certa identidade fotográfica, hoje duas vertentes principais da fotografia são as minhas preferidas, a fotografia de Natureza e a fotografia documental.
É claro que isso é  influência:  da minha história, do meu primo que me introduziu nesse universo e de tudo que vi em exposições de arte e de fotografia e filmes documentários, que adoro assistir. 
Tenho a convicção de que uma das principais características da fotografia e também a maior influencia dela na conscientização das pessoas em torno do mundo que vivemos, é documentar o momento, os costumes, e a geografia e tudo que caracteriza um povo, uma região.
A fotografia sempre teve uma influência importante no Brasil, incentivada pelo então imperador Dom Pedro II, foram criados estúdios e havia fotógrafos contratados pelo imperador para divulgar esse invento. 
Naquela época a fotografia era para uma minoria, e a bem da verdade isso só mudou realmente com a chegada da fotografia digital. 
Hoje quase todo mundo tem em sua casa ao menos uma câmera, mesmo que seja no celular e arrisca tirar suas fotos.
Mas quando o assunto é Arte Fotográfica temos sempre que nos lembrar do papel dos foto-clubes na sua transmissão. 
A chegada da digital também teve um papel importante na revitalização dos foto-clubes, a Confederação, agrega atualmente pouco menos de 100 clubes espalhados por todo o Pais e é através deles que todos os anos diversos novos talentos aparecem para o mundo da fotografia.
É extremamente importante que os sócios de um foto-clube participem desses eventos e promovam o Clube e represente a sua cidade, para o sócio participante também é importante, pois a cada novo evento ele se aprimora e com isso seu olhar vai se transformando.

Dicas para aprimorar seu olhar fotográfico

Concluindo deixo aqui minhas dicas de como você pode aprimorar cada vez mais e de forma contínua seu olhar fotográfico:
-Participe de comunidades, mas escolha aquelas onde os participantes fazem comentários e críticas às fotos apresentadas, é um bom exercício para o ego também;
-Participe de todos os concursos que puder e quando sair os resultados procure aprender como são analisadas as fotos;
Lembre-se há uma enorme diferença entre a foto na internet e a foto impressa, e a qualidade dessa impressão faz toda a diferença entre uma foto boa e uma foto campeã;
-Quando for fotografar, procure criar a foto em sua mente antes de começar a enquadrar, analise a luz, olhe em volta e decida a melhor composição, só depois busque a técnica necessária para conseguir o que viu;
-Frequente exposições não só de fotografias, mas também de pinturas e de artes em geral;
-Quando ver um filmeprocure entender a linguagem através da fotografia apresentada nele;
-Tudo que está a nossa volta pode ser fotografado, lembre-se disso, mas a maneira como é fotografado é que faz toda a diferença;
-Pratique muito e sempre analise se o que você fotografou foi exatamente o que sentiu no momento que apertou o disparador.
Acredito que assim, além de melhorar suas fotos, você sentirá mais prazer em fotografar.