segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Ilha Diana

Um paraíso em Santos

Eu, como muitos santistas, escuto esse nome  durante quase toda minha vida, mas apesar da pequena distância que separa Santos  da Ilha, até bem pouco tempo não a conhecia.
Saímos de Santos eu e meu amigo Jorge Tadeu, bem cedinho na manhã do dia 20/08/2009 afim de corrigir essa falha.
Espero conseguir passar aqui um pouco do que presenciamos lá na ilha.
Localizada na Foz do rio Diana, na área continental de Santos, é um exemplo de povoado caiçara, a ligação é feita exclusivamente por barcas que saem do porto de Santos , junto a Alfandega e em pouco mais de 20 minutos completa o percurso.
Sua população é formada basicamente por descentes de famílias que moravam no local onde hoje é a Base Aérea de Santos, e foram desalojadas para sua construção em 1936. Como é o caso de Da. Antonia  Bittencourt de Souza ou simplesmente Da. Dinha, que ainda vive lá e é uma simpatia.

Da Dinha

A comunidade cresceu, ainda reivindica várias melhorias e usa a Base Aérea para solução de alguns de seus problemas, a pesca artesanal ainda se faz presente apesar de vários moradores exercerem outras atividades  em Santos e também em Vicente de Carvalho.
A ilha Diana não possui praias devido o tipo de solo, mas preserva sua vegetação e com isso a área de manguezal apesar da proximidade dos grandes centros servem como refugio para várias espécies de aves, crustáceos e peixes.
 As residências, das pouco mais de 50 famílias que vivem aqui , são quase todas de madeira e voltadas para o rio.
O que mais nos impressionou, desde que chegamos no pequeno atracadouro, foi a calma do lugar.
A comunidade parece uma grande familia, de acordo com os moradores, não usam nem trancas nas portas, as crianças brincam livremente.
A religiosidade também é outra característica do local, algumas famílias de pescadores que vieram de Iguape no começo da ocupação trouxeram também a fé em Bom Jesus, que passou a ser aqui seguida

A capela (foto: Julio) estava sendo ampliada, o altar (foto: Tadeu) ainda guardava vestígios da festa realizada a poucos dias comemorando o santo protetor.
Outras melhorias também estão sendo feitas pela Prefeitura tais como:
um viveiro de plantas  e a urbanização de praças, e melhorias no centro comunitário e posto de saúde. Iniciativas da Prefeitura e também da iniciativa privada.
Ficamos pouco tempo lá, mas o suficiente para sair impressionados e com a certeza que voltaremos em breve, para rever a tranquilidade do lugar e explorar um pouco mais da  ilha Diana e do entorno dela.



























sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Caminho do Mar

Fotografando a História


É incrível como vivemos em um lugar e não sabemos quase nada sobre ele, a região onde moro é cercada de História, Santos e toda a Baixada teve e tem ainda um papel importante na vida do nosso país
Eu e alguns amigos, costumamos sair pra fotografar juntos, além do aspecto de segurança, vital em nossos dias, há também a possibilidade de compararmos os resultados e ir calibrando nosso olhar, que quando começamos nesse universo que é a fotografia, muda radicalmente, quem é de fora fica até preocupado.
No dia 16/08 nos juntamos: eu, Tadeu, Ivan, Margareth e Laura, todos companheiros de um curso de fotografia, que fizemos no Clube Foto Amigos de Santos, e mais um  amigo do Tadeu, também amante da fotografia,  o Gilberto, e fomos fazer a aventura de mergulhar na Historia e nas belezas naturais do Caminho do Mar.
Vou tentar passar um pouco disso pra vocês e espero não me tornar chato, mas acho que o grande barato da fotografia é mostrar aos outros, em imagens, a emoção dos momentos e também a História dos lugares, e o que não falta nessa estrada é História.
Ela começa mais ou menos em 1554 com o Caminho do Padre José(Anchieta) que foi feito por um latifundiário da época como pagamento para se livrar de uma pena por ter surrado um escravo, mas ficou conhecido por esse nome e esse foi o principal meio de ligação entre Santos e o planalto até que em 1792 o então governador da Capitania de São Paulo, Bernardo José de Lorena, inaugurou a primeira tentativa de viação terrestre que ligava o planalto ao porto, na verdade na época a Cubatão que era como um terminal alfandegado, esse novo caminho ficou conhecido como Calçada de Lorena.
Por esse caminho em 7 de setembro de 1822, Dom Pedro I voltava de Santos e ao atingir o Planalto foi interceptado por mensageiro e deu o famoso Grito do Ipiranga.
Em 1837 é dado inicio a construção de uma estrada que permitisse a passagem de carruagens a obra teve um enorme desafio para a época e foi concluída somente em 1844 recebendo o nome de Estrada da Maioridade em homenagem a Dom Pedro II. Mas já sofria a concorrência das estradas de ferro e ficou durante um período em desuso começando a ser recuperada em 1913 sendo criado em 1920 a Sociedade Caminho do Mar.
Em 1922, o Washington Luis mandou pavimentar a estrada e construir vários monumentos que homenageiam a história

Parque Estadual da Serra do Mar e os monumentos na encosta da Serra do Mar Imagem publicada no jornal O Estado de São Paulo, em 21 de abril de 2004


Bem esses dados extrai de pesquisas no site Novo Milenio, há muito mais pra quem quiser conhecer,
quanto ao meu passeio não concluímos os 9 kms, ficou para uma próxima ida. Mas vamos ver como foi.
Saímos de Santos e após passar pelo Cruzeiro Quinhentista chegamos ao Pontilhão da Serra km 52 da estrada onde fica um posto do Polo de Ecoturismo Caminhos do Mar.






















































A maioria de nós ficou por aí , somente o Tadeu e o Ivan subiram até o km 46 no Belvedere Circular.
Depois mais uma longa caminhada de volta.
Ainda não marcamos o retorno , para mais belas fotos , mas isso logo acontecerá, talvez no sentido contrário partindo do Pouso de Paranapiacaba.