quarta-feira, 26 de março de 2014

Um Olhar Santista sobre Paraty

Exposição um Olhar Santista sobre Paraty


Em 1978, fui apresentado a Paraty e também à fotografia  pelo artista plástico Benê, meu primo. 
Em seu processo criativo ele fotografa seus temas e depois passa para as telas em seu atelier. 
Quando chegamos a Paraty, ele me entregou uma de suas câmeras, uma Pentax, me deu algumas dicas sobre o manuseio da câmera e sobre enquadramento, e lá fui eu atrás de minhas primeiras imagens.  
A experiência foi incrível, os tempos eram outros e precisei esperar alguns dias para ver o resultado. 
Mas valeu a pena: quando vi uma das minhas fotos em uma de suas telas, a paixão pela fotografia foi imediata.

Mas embora o sentimento de realização tenha sido tão profundo, passaram-se muitos anos até que eu retornasse a fotografar. 
Somente em 2010, comecei  a participar de concursos, e exposições coletivas.

Revisitar Paraty era inevitável, e em 2012  aproveitei o Paraty em Foco, Festival Internacional de Fotografia, que se realiza todos os anos desde 2005, e lá fui eu reencontrar Paraty, a cidade que despertou em mim o interesse pela arte fotográfica. 
Surgiu então uma ideia: fazer minha primeira exposição individual com  Paraty como tema.

Retornei  em 2013 com essa ideia mais amadurecida. É claro que a cidade tem vários encantos. Do Centro Histórico é possivel pegar um barco e ir as suas diversas ilhas com praias lindas. 
É possível também conhecer suas cachoeiras, ou os engenhos de cachaça, tão tradicionais na cidade, ou outros temas. 
Mas, nessa exposição, vou apresentar a Paraty que conheci ainda adolescente e que me mostrou uma nova forma de ver o mundo.

O Centro Histórico de Paraty, um dos conjuntos arquitetônicos do Brasil Colonial  mais preservados, em cujas ruas de pedras arredondadas só é permitido pedestres, ciclistas e veículos com tração animal.  
As ruas foram construídas propositalmente abaixo do nível do mar, para que na maré alta a água invada e limpe os resíduos deixados pelos animais, que na época eram muito usados.  
Isso tudo é um espetáculo para os fotógrafos, que não se cansam de registrar os reflexos causados pela maré. 
Em seus casarios é possível ver a influência maçônica retratada em detalhes nas fachadas. 
Tudo isso faz de Paraty um lugar pra se visitar muitas vezes e se guardar no coração. Pelo menos é isso que eu sinto.

                                                                                                                                                                Julio Escobar

Venha conferir.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Carnabonde 2014


A alegria do Carnabonde

Já virou tradição em Santos o Carnaval começa oficialmente com o Carnabonde, onde um bonde que faz o passeio turístico pelo Centro histórico é decorado sempre homenageando uma banda dos antigos carnavais santistas.




O bonde sai do Valongo e percorre a Rua do Comércio e quando chega na esquina da General Câmara para. 
Começa  a concentração, e é aí que começa a folia. 
Esse ano o homenageado foi o Bloco Carnavalesco Oswaldo Cruz, tetra campeão nos anos de 1980 à 1984 nos antigos Banhos da Dª Dorotéia.


A animação era enorme na concentração e aproveitei pra fazer vários registros























O bonde seguiu da concentração para praça Mauá onde segundo o Jornal A Tribuna on-line cerca de 15 mil foliões o aguardavam, ao som da grupo Zago Art Show, que animou o Baile a céu aberto .
Está aberto oficialmente o Carnaval Santista, divirtam-se.

domingo, 1 de dezembro de 2013

Olhar Santista entrevista Luiz Costa


Entrevista de Luiz Costa ao Olhar Santista

Tão logo a fotografia começou a ser difundida no mundo, um dos caminhos escolhidos pelos amantes dessa arte foi os foto clubes. 

Aqui em Santos não foi diferente, se tem noticias(fonte Novo Milênio) do Foto Clube de Santos de 1947 a 1951, do Santos Cine Foto Clube a partir de 1952 com grande atuação até 1966 (não tenho ao certo a data final de seu funcionamento).

Por discordarem dos rumos do Clube alguns sócios e amigos preferiram fundar em 07 de março de 1969 o Clube Foto Amigos de Santos que até hoje reúne pessoas que amam a fotografia, quer sejam amadores ou profissionais, entendendo como profissionais aqueles que vivem da fotografia, com o objetivo de difundir  a arte fotográfica e compartilhar conhecimentos sobre ela.

O Olhar Santista entrevista hoje o fotógrafo  Luiz Costa atual presidente do Clube Foto Amigos de Santos, para que vocês conheçam um pouco mais sobre o Clube.

Luiz Costa atual presidente do CFAS

Olhar Santista - você entrou no CFAS em 2008, o que o motivou a se associar?
Luiz Costa - depois que fiz o curso no CFAS, queria ganhar mais experiência e o convívio com outros fotógrafos mais experientes iria me fazer muito bem;

Olhar Santista - uma das missões do CFAS e difundir a fotografia, hoje quais os cursos que são ministrados aos sócios e a população em geral?
Luiz Costa - estamos com 03 cursos:
  - Curso Básico de Fotografia;
  - Curso de Edição de Imagem utilizando o Lightroom;
  - Curso de Estúdio e Iluminação.

Olhar Santista - os cursos são pagos ou existe algum gratuito?
Luiz Costa - são pagos mas há desconto para os sócios. As oficinas com assuntos específicos são gratuitas para os sócios.

Olhar Santista - Além dos cursos quais outras ações são feitas visando a difusão da fotografia?
Luiz Costa -  temos um workshop de Point Shot(câmeras compactas), que levamos as escolas e outras comunidades que solicitam, em outubro fizemos no Orquidário Municipal para quase 50 pessoas. 
Estamos também com algumas exposições permanentes com ajuda de nossos parceiros, no Restaurante "Arroz Integral de Maria" e na Casa do Vinho "Viva Vinho". Fizemos 02 exposições no Mercado Municipal e estamos agora com uma no Orquidário Municipal que ficará até dia 09/12/2013. Fizemos também uma parceria muito legal com o Projeto Tamtam de Inclusão Social, através de nossa amiga e sócia Nise Coelho(fotografa Special Kids) e o instrutor Ramos Filho, certificamos uma turma especial de fotografia.

Olhar Santista - quantos alunos por ano em média o CFAS forma?
Luiz Costa - em média 80 alunos.

Olhar Santista - Hoje qual o número de associados ativos do CFAS ?
Luiz Costa -  são 75 sócios.

Olhar Santista - Como é a participação dos associados em concursos e bienais e como é feito o incentivo a essa participação, pelo CFAS?
Luiz Costa - eu já considero um incentivo participar de uma Bienal e assim poder mostrar o seu trabalho e ser reconhecido. A participação dos sócios ainda é pequena, apesar de estarmos sempre convidando e incentivando a participação, mas eu considero positiva a nossa participação em termos de resultados conseguidos.

Olhar Santista - quais as vantagens hoje em se associar ao CFAS?
Luiz Costa - hoje estamos com uma sede bem mais ampla e montamos um estúdio bem completo e climatizado, onde o associado pode utilizá-lo sem nenhum custo, desde que não seja para fim comercial. 
Temos descontos em revelações junto com nossos parceiros. Fazemos passeios fotográficos todos os meses com desconto para os sócios. Começamos a oferecer oficinas com temas específicos (macrofotografia e splash por exemplo), onde o sócio não paga nada, apenas confirma a sua participação. 
Não podemos esquecer a oportunidade que o associado tem de trocar ideias e experiências com vários fotógrafos experientes no Clube.

Olhar Santista - hoje você está em seu segundo biênio na presidência do CFAS, fale um pouco dos desafios enfrentados, das conquistas e dos projetos que ainda não conseguiu realizar.
Luiz Costa - os desafios são constantes porque é difícil agradar a todos, mas no geral é gratificante ajudar o CFAS.
um desfio superado e essencial, foi a aquisição de uma sede mais ampla e assim poder dar mais conforto para o associado, desenvolvendo assim novas oficinas e posteriormente novos cursos. 
outro projeto e fazer um livro com fotos dos associados e mais para frente o livro dos 50 anos do CFAS.

Olhar Santista - no governo municipal anterior houve a promessa de uma ajuda oficial, que acabou não acontecendo, houve algum avanço com o atual governo?
Luiz Costa - negativo, na minha opinião o corte de vínculo com a prefeitura foi a melhor coisa que aconteceu para o desenvolvimento do CFAS.

Olhar Santista - no passado o CFAS já realizou uma Bienal em Santos, você acredita que isso volte a acontecer? o que seria necessário para isso , em sua opinião?
Luiz Costa - é Julio, gostaríamos, mas devido ao custo alto de investimento, aliado ao custo de vida alto da região, o que dificulta a aquisição de parceria para esse tipo de evento, mas esse projeto ainda não está totalmente descartado.

Olhar Santista - o CFAS anteriormente agregava associados de toda nossa região, em 2011 dois novos Clubes surgirão : O Frame de São Vicente e o Lente Caiçara de Bertioga, como você vê essa mudança de panorama e quais os caminhos de parcerias isso pode acarretar?
Luiz Costa o CFAS continua agregando sócios de toda a região, acho que os dois novos Clubes , ajudam a difundir ainda mais a arte da fotografia, porque a nossa é muito grande e a troca de informações entre os clubes é muito importante.

Olhar Santista - Fale um pouco dos planos futuros do CFAS.
Luiz Costa -  como já havia dito, com a sede nova estruturada, podemos desenvolver oficinas, novos cursos, exposições e ajudar no desenvolvimento da fotografia sempre com muita técnica e profissionalismo ao principio básico do CFAS, a amizade.

Assim terminamos mais uma entrevista do Olhar Santista, se você quiser conhecer um pouco dos belíssimos trabalhos , vários premiados, do fotógrafo Luiz Costa deixo aqui o link de sua página no Flickr

Espero que vocês tenham gostado, deixe seus comentários e até a próxima.


quinta-feira, 21 de novembro de 2013

2º Revela Bertioga

Revela Bertioga uma novidade na região

Fundado à pouco mais de dois anos em 01/06/2011, a Associação Fotoclube Lente Caiçara, em Bertioga, nasceu da vontade de alguns amigos e amantes da arte fotográfica, de difundir a fotografia da região.

Pelo segundo ano consecutivo, eles nos presenteiam com o Revela Bertioga, muito mais que um concurso de fotografias, o evento reuni fotógrafos de todo o país com exposições, workshops, expedições fotográficas e rodas de bate-papo.
Começa hoje e vai até o dia 01/12/2013 confira a programação no site e programe-se , você não vai perder essa , vai?


quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Fotografia em Revistas

Fotografia em Revistas

A fotografia cada dia mais se populariza. Desde que surgiu em 1826 (data da 1ª imagem) até os dias de hoje foi um longo caminho. 
A prática fotográfica era algo caro e para poucos, com o avanço da tecnologia e a migração para o mundo digital ela se tornou quase que comum na vida de todas as pessoas mundo afora.
Uma das funções mais simples da fotografia é registrar os acontecimentos importantes da vida das pessoas, e é nesse contexto que sua popularização aconteceu e mudou a maneira das pessoas conhecer o mundo.
Mas desde o início ela também foi usado como linguagem artística, discussões a parte, seus adeptos se reúnem em clubes para discutir e trocar conhecimentos e experiências. 
O mais antigo deles que eu conheço é o Royal Photographic Society, fundado em janeiro de 1853 e em funcionamento até hoje. 
No Brasil,  os foto-clubes também tiveram muita relevância, com um período de muito sucesso e reconhecimento mundial. Um dos primeiros que se têm notícias é o Photo Club Helios, de Porto Alegre, que foi fundado em 1918. 
Mas o que fez maior sucesso foi o Foto Clube Bandeirantes, de São Paulo, que foi fundado em 1939 e está em funcionamento até hoje. 
O período de maior efervescência artística foi a década de 1950. Após um período de grande impulso, os foto-clubes tiveram uma queda, muito em função dos custos, muitos fecharam. 
Mas essa sempre foi uma das formas encontradas pelos apaixonados pela arte fotográfica se reunirem e trocar informações.
Se você está começando a conhecer o universo da fotografia e sua família anda preocupada, porque acha que algo está errado , pois você só pensa e fala em fotografia, saiba que você não está sozinho, isso é comum , talvez por isso os Clubes ainda sejam a grande opção.
Mas o mundo também evolui e outras opções surgiram, tais como os grupos em sites como o Flickr, Olhares e outros.
Na verdade quando iniciamos na fotografia e nos propomos a ser mais do que tiradores de fotos, é preciso estudar muito. 
E esse é um dos problemas, pois no Brasil são poucas revistas e livros especializados. 

Fotografia em Revistas de Fotografia

Vou tentar fazer um pequeno apanhado de publicações regulares, que talvez ajude você nesse caminho, algumas são revistas comerciais, com edições mensais e que talvez seja legal você ter uma assinatura, mas o que tenho procurado e vou compartilhar com vocês são revistas, muitas apenas digitais, que são elaboradas por fotógrafos ou por grupos de estudos fotográficos e que poucos tem acesso por desconhecerem a existência.

Fotografe Melhor e Tecnica e Prática  talvez seja a de maior circulação no Brasil, com boas reportagens e conteúdo interessante , mas tem sido invadida por muita publicidade que as vezes chega a irritar a Técnica e Prática também é uma boa opção;



Photo e Imagem e Photo Magazine vem na mesma linha das suas concorrentes;


Fhox outra boa opção.




















Digital Photographer Brasil revista que alem de bons artigos recheados de dicas de profissionais, dá grande espaço aos usuários do site de mesmo nome.















Você pode comprar essas revistas em quase todas as bancas espalhadas pelo país ou até acessa-las através de assinaturas digitais, os sites que disponibilizei nos links acima tem bastante material disponível mas a revista na integra só com a compra mesmo. 

É claro que sempre encontramos algumas em pdf na rede, mas não é o que procuramos.

E é exatamente esse uma dos canais que venho encontrando coisas muito interessantes e vou compartilhar aqui com vocês.

Flinpo Magazine essa revista  é produzida a cada 4 meses, de acordo com o resultado dos desafios propostos no site que reuni fotógrafos amadores e profissionais, e conta também artigos de colaboradores sobre assuntos ligados a fotografia. Essa é uma produção portuguesa.

Foto-grafia revista digital produzida em Santa Catarina, o projeto nasceu em 2009 como parte da conclusão do curso de Pós -graduação da 1ª turma de Fotografia da Univale e era impressa, posteriormente migrou para a forma digital e aos poucos se tornou independente, mas mantendo o aspecto de fomentar a fotografia.

Viajantes da Câmera a revista é editada em Porto Alegre  pela escola de imagem Câmera Viajante.

Black&White in Color for Photographers revista bimestral que apesar do nome  é totalmente brasileira, vale a pena conferir esse trabalho de excelente qualidade.

Em comum alguns desses trabalhos usam um site que serve de plataforma on line para publicações, trata-se do issuu que além dessas tem outras inúmeras publicações nacionais e internacionais sobre fotografia e outros assuntos também.

Fica a dica também para os amigos fotógrafos que quiserem publicar seus trabalhos, na era do foto-livro é uma ferramenta poderosa, E porque não também os foto-clubes usarem isso como ferramenta de divulgação, bem esse é um sonho que acalentei muito quando estava como Diretor do CFAS, quem sabe alguém abrace a ideia, eu ficaria muito feliz em ver os fotógrafos de nossa região tendo esse canal de divulgação.
Espero que as informações sejam úteis , deixe seu comentário, críticas ou sugestões.
Inscreva-se no blog Olhar Santista para receber novas postagens em seu e-mail, até a próxima.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Construindo um olhar fotográfico

O Olhar Fotográfico

A cada dia mais e mais pessoas inundam a internet com imagens de todas as partes do mundo, atualmente a fotografia está ao alcance de todos, isso é bom pois ela foi um instrumento transformador que mudou a maneira da humanidade ver o mundo.

Acho que, assim como eu, todo apaixonado por fotografia quer não apenas fotografar, mas mostrar sua arte e assim como todo artista quer ter seu trabalho reconhecido.
Por isso, um dos caminhos que é mais usado pelos iniciantes na fotografia é postar suas fotos nas redes sociais, e em sites especializados. 
Nesses sites, onde existem grupos que fazem concursos e desafios que são analisados e votados pelos participantes , que também são fotógrafos. 
Isso vai aos poucos, através das críticas construtivas, abrindo os horizontes daqueles que estão nos primeiros passos dessa jornada.
Como já falei em outras postagens , para fotografar é preciso muito estudo, não só pelo domínio das diversas técnicas mas principalmente para ir criando aos poucos uma identidade fotográfica
Quando apertamos o botão, estamos eternizando uma imagem e junto com ela deve estar nossas emoções, ou seja tudo o que vivenciamos até aquele momento. 
Daí a importância de ler bons livros, ouvir boas músicas, ver boas exposições, viajar e conhecer novas culturas, enfim nossas fotografias mostram ao mundo quem somos ou o que pensamos, ou pelo menos é isso que todo bom fotografo quer que elas mostrem.
Muitas vezes é difícil para o iniciante saber exatamente onde achar bons livros e revistas sobre fotografia, daí talvez essa febre também de fotógrafos que acabam escrevendo ou criando seus blogs para discutir fotografia.
Nessa linha algumas comunidades também fazem um papel importante, vou citar aqui duas que acho bem interessante e que costumo sempre olhar:
Digital Photographer Brasil nele você se cadastra , posta suas fotos que serão vistas na galeria pelos demais participantes e comentadas e/ou votadas. Além disso os editores também podem perceberem seus trabalhos que podem até ser publicados. Se quiserem dar uma olhada na minha página é só clicar aqui

foto publicada na edição 14 da Digital Photographer Brasil
Flinpo - Fotografia em Língua Portuguesa conheci e me cadastrei agora no Flinpo, me parece ser bem interessante e com uma proposta parecida com a da Photographer, porém com algumas diferenças: em primeiro lugar é feito em Portugal, nele são propostos desafios semanais aos participantes e os vencedores  e destaques têm seus trabalhos publicados em revistas trimestrais. 
Foi com muita alegria que vi na edição de nov/2013 a foto de minha amiga Berenice Kauffmann Abud, que foi o grande destaque desse trimestre e concedeu uma entrevista também a revista do site a FMagazine nº9.


Em breve farei uma lista de links de algumas publicações especializadas em fotografia que talvez possam ajudar aos que iniciam na arte da fotografia, espero que vocês tenham gostado dessas duas dicas e aproveitem para ver os diferentes olhares. 
Deixe seu comentário, pergunta ou crítica, e até a próxima.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Olhar Santista entrevista Dorigley Ferreira

Dorigley Ferreira na entrevista do Olhar Santista


Esse mês apresento a vocês um pouco da história do amigo e fotógrafo santista Dorigley Ferreira.  
Além do seu trabalho como Analista de TI , atua como fotógrafo de eventos, é um dos Diretores de Fotografia do Clube Foto Amigos de Santos.  
Representa a cidade e o CFAS em diversos concursos nacionais, além de ter suas fotos sempre selecionadas e premiadas em vários concursos regionais.


Olhar Santista: Fale um pouco sobre como a fotografia apareceu em sua vida.
Dorigley: sempre gostei de ver fotografias desde pequeno e uma coisa que eu era diferente dos demais. 
Na hora de ver os famosos "albinhos" de fotos 10x15,  eu viajava pelas fotos além do que mostrava o assunto principal prestando também bastante atenção nos demais detalhes que estavam pela foto e ninguém mais tinha percebido. 
Os mais velhos se espantavam e diziam, nossa, como que você foi reparar nisso!!!
Perdi meu pai muito cedo (tinha apenas 3 meses de vida) e por sorte um namorado de minha mãe também era apaixonado por fotografia. 
Apenas em 2010 fui descobrir a grande coincidência,  ele foi um dos sócios fundadores do Clube Foto Amigos de Santos e por esse motivo tenho muito boas fotos de quando eu era criança. 
Maior coincidência ainda é o fato de as mesmas câmeras que me fotografaram quando criança (uma RolleiFlex e uma Olympus Trip) terem voltado pras minhas mãos quase 40 anos depois e eu voltar a usa-las.
Depois disso, já com uns 10 anos de idade até quase uns 16 ficou um grande vazio fotograficamente falando pois só tive foto quando algum parente tirava ou então as famosas fotos na escola. 
Acho que só com uns 18 anos comprei minha primeira câmera de filme Yashica, bem simples mas que me atendia quando ia viajar ou tinha algum acontecimento bem importante. 
Mas não tinha a mínima ideia de como fotografar corretamente como por exemplo fotografar na contra luz e não entender porque saiu tudo escuro !!
Como pra mim, na época comprar filmes e revelar não era muito barato, só fazia fotos em momentos muito importantes chegando a ficar meses pra terminar um rolo de filme.  
Foi apenas em 1998 que comprei minha primeira câmera digital, uma Casio QV-100 que fazia impressionantes 60 imagens no tamanho absurdo de 640x480 (pouco mais de meio mega pixel) e sem flash. 
Como sempre fui curioso e corajoso pra desmontar as coisas, tentei adaptar um flash nessa câmera, mas ficou muito ruim e desisti da ideia.
Nessa época quando ia viajar, levava algumas caixas de disquetes e cabo serial pra descarregar as fotos quando podia usar algum computador do hotel ou pelos lugares que passava.
Apenas quando minha filha nasceu em 2001, que vi a necessidade de melhorar de equipamento, pois eu queria registrar todos os detalhes da infância dela e ficava muito limitado, 
Parti pra uma câmera que já tinha Zoom Optico de 10x, Flash, e já gravava os arquivos direto nos disquetes sem eu precisar descarregar com cabos e mais nada, eram as famosas Mavica da Sony mas ainda limitado ao tamanho dos arquivos que já chegava a 1 mega pixel.
Depois disso, tive diversas câmeras compactas tipo Cybershot,
até que no final de 2009 consegui minha primeira DSLR.
Mas até então sem saber fotografar... sem técnica nem teoria nenhuma.
A entrada no mundo da DSLR se deu de forma não muito normal. 
Na época, minha esposa trabalhava numa empresa que promovia eventos na área da educação em diversos municípios e em alguns deles precisava contratar alguém pra fotografar e perguntei quanto que eles pagavam por esse serviço. 
Como eu já gostava muito de fotografia, pensei porque não "arriscar" e entrar pra esse mercado? 
Com o valor que eu receberia pra fotografar o evento todo dava pra comprar um Kit básico e usado de DSLR e então mergulhei.
Por sorte, consegui algumas boas fotos do evento mesmo fotografando tudo no automático, mas percebi que havia errado muita coisa e que então chegava a hora de precisar estudar fotografia e foi assim que no inicio de 2010 fui para o CFAS.

Olhar Santista: o CFAS ajudou em seu amadurecimento como fotógrafo, fale um pouco sobre isso.
Dorigley: a época do curso foi maravilhosa, muitas coisas novas e possibilidades se apresentaram e pude fazer muitos amigos e hoje parceiros de trabalho e me apaixonei definitivamente pela fotografia.
O Clube deu um pontapé inicial e até hoje me presta suporte quando posso me encontrar com os amigos pra discutir novas ideias ou tirar velhas duvidas.

Olhar Santista: então depois do curso no CFAS, você partiu para cobrir eventos?
Dorigley: logo após o curso, pensava que ganhar dinheiro com fotografia seria uma coisa quase impossível pra mim pois quanto mais eu aprendia eu via que tinha muito mais coisas pra aprender.  
Isso deve ser uma coisa que não tem mesmo fim. Sempre tem algo pra se aprender...
Depois de um tempo vieram os primeiros convites pra fotografar uma festa aqui ou outra coisa ali e foram aparecendo mais contatos. 
Investi em mais equipamentos e mais cursos e acompanhei muito trabalho de gente que admiro até que hoje em dia já consigo fazer um bom dinheiro extra com a fotografia.
Ainda não investi na divulgação e apresentação do meu trabalho que acontece apenas pelo boca-a-boca e indicação de amigos e ainda não parei de trabalhar na minha ocupação principal (analista de T.I.) mas quem sabe um dia não faça da fotografia minha principal atividade, pois acho que quem trabalha com o que realmente ama, na verdade não trabalha, e sim se diverte !!

Olhar Santista: Além de fotografia de eventos você também faz fotos artísticas que inclusive têm sido premiadas nos concursos regionais, fale um pouco sobre essa experiência.
Dorigley: Da mesma forma, depois de um tempo começaram a vir os prêmios nos concursos fotográficos o que me deu o incentivo de imaginar que eu finalmente estava no caminho certo na fotografia sendo minha primeira vitória num concurso interno do CFAS quando uma foto que eu fiz sem pretensão alguma de uma parte de um carro antigo molhado de chuva ganhou pra meu espanto um primeiro lugar. 
Depois vieram as colocações nos concursos fotográficos da região como os do Jornal A Tribuna obtendo os 7º, 10º, 5º e finalmente 1º lugar esse ano assim como o 1º lugar no concurso fotográfico do Forte Itaipu em Praia Grande.

Premio Lentes 2011 - foto Dorigley 
Premio Lentes 2012 - Foto Dorigley 
Premio Lentes 2013 - foto Dorigley 

Olhar Santista: você fotografa eventos e ganhou a pouco prêmio por uma foto de paisagem , qual área da fotografia mais lhe dá prazer em fotografar.
Dorigley: acho que já fotografei a maioria dos assuntos e gosto muito da ideia de ser o responsável por registrar a emoção de um casamento, mas o que mais gosto de fotografar são paisagens e natureza. Gosto também de registrar cenas inusitadas em fotografia de rua.

Olhar Santista: Você é um apaixonado pela fotografia analógica, a que você atribui essa paixão?
Dorigley: acho que a paixão pela fotografia analógica vem do respeito que tenho pelos fotógrafos mais antigos de conseguirem registrar tudo com perfeição e sem nenhum recurso tecnológico e mesmo assim se garantiam. 
A sensação de ver todos os processos que funcionavam décadas atrás ainda funcionar hoje em dia e ver seu primeiro negativo preto e branco vir à vida não tem preço! 
Fico emocionado em ouvir as estórias dos mais antigos dizendo que cobriam casamentos com RolleiFlex com apenas 12 chapas, sem fotômetro, sem poder ver o que vai sair e mesmo assim conseguiam registrar tudo o que queriam.
Quando eu uso uma câmera antiga fico pensando em quem foi a primeira pessoa que fotografou com aquele equipamento, como era a vida naquela época, quais foram as cenas que aquela câmera já "viu"!

Olhar Santista: algum fotógrafo serviu ou serve de inspiração?
Dorigley: Ainda tenho bem pouca bagagem fotográfica e li pouco sobre os grandes nomes da fotografia e me inspiro mais em alguns amigos conhecidos da região mesmo que admiro mas cada um no seu segmento, principalmente os que ainda estão ou já passaram pelo CFAS e tento juntar as experiências de todos e formar minha própria identidade fotográfica.

Olhar Santista: a seu ver, o equipamento é hoje importante no resultado da fotografia em que proporção?
Dorigley: creio que isso vai depender da finalidade da fotografia. Penso que o melhor equipamento fotográfico é o que você tem na hora que precisa. 
Não adianta nada você ter um baita equipamento guardado em casa e você está na rua presenciando uma boa cena e não tem com o que registrar. 
Atualmente eu fotografo com vários tipos de equipamentos em várias situações. 
Quando é algum trabalho que eu preciso entregar uma foto impecável pro cliente tanto na questão técnica (nitidez, exposição correta, boa impressão, etc.) como no lado artístico (composição, criatividade, timing) e pra isso preciso estar preparado pra registrar com qualquer condição, como pouca luz, ou assuntos rápidos como uma noiva jogando um buquê, eu uso um equipamento TOP.
Pra isso, preciso investir em um equipamento confiável, rápido e atualizado. 
Por outro lado, curto bastante uma fotografia sem compromisso pra curtir mesmo, usando muito a câmera do celular ou câmeras compactas até câmeras com recursos limitadíssimos como Tekpix ou câmeras de filme todas de plástico montadas em casa. 
Assim, já tive fotos premiadas que foram feitas com celular ou câmeras de brinquedo pois quem sabe o que quer na fotografia consegue fazer uma boa foto até com uma lata de sardinha !!! Acho que o mais importante na fotografia é ter paciência e saber esperar o momento certo pra fotografar . 
Já teve fotos que levei meses pra poder fazer, desde ter a ideia na cabeça até chegar no dia de ter todas as condições favoráveis como a foto do "olho do peixe" onde eu tinha a foto na minha mente e cheguei a ir até o local muitas vezes pra fotografar mas sempre faltava um detalhe.
Um dia a lua estava boa mas o monumento estava apagado, outro dia o monumento estava aceso mas a lua estava do lado errado, outro dia saí de casa com tudo certo a lua no lugar correto o monumento aceso mas quando cheguei no lugar a lua estava encoberta e por aí vai... até que chegou um dia e estava tudo lindo e consegui fazer minha foto.


Paciência também tive ao ficar plantado por horas em cima de um viaduto no meio da serra, na rodovia Anchieta, correndo vários riscos (assalto, atropelamento, etc.) esperando a lua aparecer no lugar que eu queria só pra poder fazer uma outra foto!
Por outro lado, pode também acontecer de que tudo parece que vai dar errado e nada foi planejado, mas sair uma foto fantástica como a que me deu o Prêmio do Jornal A Tribuna desse ano. 
Nenhum amigo apareceu no dia pra fotografar, a neblina encobria quase tudo e do nada apareceu uma garça pra me servir de modelo!!! 
Foi só um click, do nada, mas fiquei muito feliz por ele.

Olhar Santista: Fazer fotografia de eventos exige, um preparo físico enorme, esse foi o motivo que te levou ao ciclismo ou já era uma paixão também?
Dorigley: O ciclismo veio primeiro... desde os 12 anos já pedalava mas sempre com períodos de altos e baixos. As vezes pedalava meses direto ou ficava anos sem andar. Recentemente voltei a pedalar mais pelos novos amigos que acabei conhecendo pelas facilidades da nossa era digital e tem me feito muito bem tanto fisicamente como emocionalmente. Acho que sou uma pessoa de "fases" e quero experimentar de tudo que eu posso fazer. 
Já voei de parapente, mergulhei, surfei, andei de skate, pratiquei aeromodelismo, canoagem, joguei squash, badminton, e por ai vai... cada vez é uma febre e o mais engraçado é que a fotografia sempre estava presente pelo menos pra eu poder registrar tudo isso. 
O importante é estar em movimento e conhecendo coisas novas e acho que é por isso que eu não chego tão quebrado em casa depois de uma maratona de às vezes 13 horas fotografando desde o inicio de um making of de noiva no começo da tarde até o final da festa já de madrugada.

Olhar Santista: Quais são seus planos para o futuro dentro da fotografia?
Dorigley: Penso em estudar cada vez mais e se o mercado permitir, poder um dia viver de fotografia. Tentar me oficializar, abrir empresa, etc.

Olhar Santista: você é casado e tem uma filha, sua família está sempre presente também na fotografia, fale um pouco disso.
Dorigley: Graças a Deus tenho uma família que me apoia e me incentiva no mundo da fotografia, principalmente minha esposa que não me recrimina na hora de investir em equipamentos e nem fica me policiando quando vou em um encontro fotográfico ou workshop cheio de mulheres bonitas e passo o dia inteiro fora (risos) além de ser minha assistente quando preciso de ajuda nos ensaios. 
Por outro lado, minha filha que atualmente com 12 anos já me acompanha em alguns eventos, principalmente os infantis e me ajuda bastante inclusive com boas ideias e boas fotos.

Por hoje é isso, espero que vocês tenham gostado e até a próxima.

sábado, 28 de setembro de 2013

Foco no Esporte

Fotografia de Esportes a união de duas paixões

Sempre vive em Santos, uma terra que respira esporte, não só futebol, mas todos os esportes, individuais e coletivos e também os esportes náuticos. 
E só você caminhar pela orla da praia e logo irá ver alguém correndo, surfando ou velejando, jogando volei ou futebol. Claro que é possível registrar esses momentos com boas fotos, e já mostrei algumas por aqui, como essas abaixo.






Mas para ter fotos realmente com qualidade de esportes, é necessário ter lentes claras, que permitam ter velocidade de obturador, e também é preciso que sejam teleobjetivas.
Esse é um universo realmente muito rico, o ideal é que você conheça um pouco do esporte que irá registrar, assim é possível antever alguma cena e se preparar para clicar no momento decisivo. 

Se você como eu gosta dessa modalidade da fotografia, não perca nesse domingo às 22 horas o SportTv Reporter, que falará também sobre esse tema, veja a chamada do programa Um Clique no Esporte.
Deixe aqui seus comentários, e até a próxima.